SOCIEDADE PARA SEMPRE.SÓCIO.CUNHADO.COLEGA DE ESTUDO. SERVE? – POR NÍVIO TERRA (*) – 7

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Será o meu cunhado um bom sócio? Ou será melhor tentar a sociedade com aquele colega de quando estudávamos juntos?

Estes são algumas dúvidas muito comuns de surgirem a um jovem empreendedor desejoso de iniciar ou aumentar o seu negócio.

É normal o jovem empreendedor sentir a necessidade de ter ao seu lado uma pessoa que venha a ajudá-lo no desenvolvimento de uma ideia de negócio. A dificuldade principal que surge nesse momento é a escolha desse futuro companheiro de trabalho.

A procura se centraliza em quem se poderá confiar para uma divisão das tarefas que estarão sempre à frente.

Não se trata de escolher um empregado que trabalha para obter um salário e consequentes direitos trabalhistas. Não, na realidade o pretendido é encontrar um indivíduo que vá dividir os seus sonhos, as suas realidades, o seu futuro para a obtenção de resultados satisfatórios e que, em sociedade, tratará de alcançar lucros econômicos e financeiros.

A união de interesses passa por um caminho cercado de espinhos. As vontades das pessoas de se unirem precisam ser analisadas com a maior profundidade.

Para uma feliz vida conjugal – que também é um tipo de sociedade –, o casal costuma, especialmente na atualidade, levar uma união sem papel passado, a fim de verificar se seus costumes, sua sistemática de vida, seus interesses pessoais, tudo isso, poderá ser dividido com igualdade e sem vantagens particulares. Somente após algum tempo será possível saber se a vida íntima poderá ser duradoura.

Na sociedade para negócios, deverão os futuros pretendentes a se tornarem sócios estudar as qualificações pessoais para tirarem as suas conclusões.

O tal “cunhado” ou o “colega” da época de estudos poderá, ou não, ser uma solução para a empreitada. Mas, somente a tal afinidade por aproximação não dará qualquer garantia de que a futura sociedade terá vida longa e proveitosa.

Quem procura sócio, usualmente, deseja encontrar alguém para completar uma sua eventual dificuldade no trato do negócio.

Assim, eu posso ser um profundo conhecedor do produto ou do serviço que destinarei ao mercado, mas tenho alguma ou total dificuldade com a gestão do negócio em questões financeiras e administrativas. Então, estarei à procura daquela pessoa que poderá me dar esse suporte.

Da mesma forma, devo verificar se o terceiro procurado tem os mesmos meus ideais e até idêntica sistemática de trabalho. Exemplo: eu aprecio trabalhar o máximo possível de horas/dia. Qual será a pretensão e/ou o interesse daquele meu futuro comparsa de serviço?

Eu tenho o costume de separar as coisas da família e da empresa. Qual será a cogitação do outro? Já pensou se o tal cunhado ou coleguinha preferir que o seu cônjuge, amante, ou seja lá quem for, também dê o seu palpite?

Dificuldades à vista! Atenção.

Assim, qualquer que seja o elemento que um sócio irá procurar para a futura divisão de trabalho deverá passar por uma peneira de prévias condições.

Mas, claro, sem deixar de lado a proposição de a pesquisa abranger também gente mais chegada, seja ela o cunhado ou um colega do tempo de estudante.

(*)Nívio Terra (82) Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.

Autor do livro

Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários.

Organizador do Portal do Sócio e da Sociedade.

www.portaldosocioedasociedade.com.br

 

 

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