Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 38 – O SÓCIO E O CLIENTE AMIGO

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O SÓCIO E O CLIENTE AMIGO

O dicionarista Michaelis, ao tratar do verbete empatia, pontua:

Na psicanálise, estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo.

Com ou sem modéstia, traduzo o conceito como sendo decorrência da atenção maior que se dá e que se recebe de um irmão escolhido e não consanguíneo.

É essa camaradagem fraternal que dá causa à maior ligação de um cliente com um dos sócios.

Acarreta, então, o costume desse terceiro procurar para negócio, com maior frequência, aquele associado com quem tem grande afinidade. O que não significa, necessariamente, objeção aos demais.

A amizade advém do convívio agradável que os une.

Mas, sempre o mas. Nem todo membro do grupo associativo aceita esse fato com normalidade ou boa vontade.

Surge, é possível, até um pouco de ciúme, o sentimento de rivalidade com seu colega, mais bem sucedido.

Por que ele?

Consta da Sócio-Pesquisa a seguinte indagação:

6) Você já teve divergência com seu sócio? Houve uma razão especial? Decorreram de pequenos desgastes?

Escolhi uma resposta bem enfática:

Sim; o chamado ‘ciúme profissional’. 

Não importa a origem desse sentimento ridículo de um homem de negócio. O triste foi a separação originada.

Atenção, quem esteja acometido desse despeito, afaste-o de pronto. Não alimente pensamentos maldosos. Cogite, isto sim, da utilidade dessa amizade para o desenvolvimento dos negócios da empresa.

Mesmo na hipótese de parecer que esse cliente recebe alguma vantagem especial no negócio, pense grande.

O ideal é que tais concessões sejam explicadas por quem as deu. Nem sempre isso ocorre, porque o seu autor nem sequer chega a imaginar esteja fazendo algo anormal.

O associado, incomodado com o que entende tratar-se de apoio preferencial indevido, poderá solicitar esclarecimento, sempre com o espírito desprevenido e até como aprendizagem. A sua prevenção contra esse fato talvez se trate de um equívoco. O dito protetor, por sua vez, deverá compreender e esclarecer o pedido respeitoso.

As partes, coesas na defesa dos interesses coletivos, entendem-se mais facilmente. Não podem é deixar pra lá pequenas nódoas de insatisfação. São células malignas que se agrupam insidiosamente, formando tumores destrutivos.

É bom que o cliente esteja bem ligado à empresa. Verifique que você tem, teve ou terá, também, suas predileções; use-as em benefício da organização.

Os associados devem compreender que não estou defendendo a formação de grupos privilegiados de clientes, baseados, apenas, no efeito de amizade. Isso significaria um feudo, cuja criação é prejudicial, como mostro em TEMA próprio.

Quero, ainda, consignar outro alerta.

Por maior que seja a ligação entre um sócio e o terceiro, não são aceitáveis agressões gratuitas deste em relação aos demais membros da sociedade.

Ao contrário, devem ser levadas, ainda que com diplomacia, ao amigo, as virtudes do companheiro de trabalho. Até para criar boa vontade do terceiro, que certamente não o conhece profundamente.

A demonstração de harmonia entre os membros da empresa trará maior respeito público.

 

4            RESUMO DO TEMA

       O SÓCIO E O CLIENTE AMIGO

 

n                A empatia interpessoal cria ligação maior entre um cliente com um dos sócios

n                Os contatos intensivos causam ciúmes de outro dirigente

n                Por maior que seja essa amizade, não devem ser aceitas críticas aos demais   

                membros da empresa

n                A demonstração de harmonia entre os membros da sociedade trará maior               

                respeito público. 3

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Próxima edição:

Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 39 – 21/10/2012
FEUDOS CAUSADORES DE PREJUÍZOS
Período de publicação: a partir de 21 de outubro de 2012

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