A BANDA DE MÚSICA E O NEGÓCIO - UMA HISTÓRIA DE EMPREENDEDORISMO - (*) Nelson Weingrill

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Categoria: Dicas e Fatos

1 – A VISÃO.

Praça Exaltação da Santa Cruz, domingo à noite. A banda havia acabado de apresentar a primeira parte do programa e os músicos estavam gozando de alguns momentos de descanso antes de iniciar a segunda.
- Que bom vê-lo por aqui; há quanto tempo, hein?
- Pois é. Mas, na verdade, venho sempre a estas plagas; tenho uma pequena casa na Praia Grande e costumo vir a Ubatuba com freqüência a fim de tomar um pouco de sol e espairecer da atividade cansativa que é consultoria.
- Você está apreciando a banda... Está gostando?
- Sim, acho que, no fundo no fundo, sou um músico frustrado. Veja essa meninada como está se apresentando bem. Acho que podemos estabelecer um paralelo entre a estrutura da banda e a de uma pequena empresa.
- Como assim?
- Você já tomou conhecimento de como esses conjuntos costumam se constituir nas pequenas cidades?
- Nunca passou pela minha cabeça...
- Vou exemplificar com um caso que conheço; apenas vou omitir o nome da pessoa e da localidade.
- Sem maiores problemas.
Um dos músicos de tradicional banda do interior de Minas Gerais transferiu-se, buscando aproveitar oportunidade de trabalho mais bem remunerado, para pequena cidade do interior de São Paulo. Foi se entrosando com as pessoas da localidade, fazendo amigos, mas sentindo a ausência da música, do ambiente e daqueles que partilhavam com ele dos ensaios e das retretas realizadas na praça do Matriz. Certo dia, conversando com um companheiro de trabalho ele falou a respeito de como eram agradáveis os momentos em que ele participava da banda de música de sua cidade.
- É, a saudade dói!
O companheiro disse-lhe, então, que ali já existira uma banda e que conhecia alguns dos músicos remanescentes. Procedidas às apresentações, combinaram um encontro ao qual cada um levaria o seu instrumento.
Como ele era o mais experiente de todos, pediram-lhe que assumisse a direção do incipiente conjunto. Poucas foram as músicas que conseguiram tocar, porque faltavam alguns instrumentos imprescindíveis para perfeita execução. O então maestro se preocupou em elaborar os arranjos de acordo com os músicos e instrumentos disponíveis, de tal sorte que os encargos de cada se tornaram um pouco mais complexos.
Mas saíram à rua assim mesmo.
O sucesso foi relativo, todavia, a apresentação despertou o interesse de outras pessoas para participarem do conjunto instrumental e aí sobrou novamente para o maestro.
- Como assim?
- Pois é, além de se preocupar com os ensaios, com os arranjos, ele teve que abrir mão de alguns momentos de lazer e, durante eles, se dedicar a ensinar aos novos interessados a produzirem som nos instrumentos que haviam escolhido, dentre aqueles que a banda mais necessitava para aperfeiçoar suas apresentações.
Hoje ela é uma “senhora banda”, que formou uma quantidade enorme de músicos, tendo projetado o Maestro, de tal sorte que ele obteve uma bolsa de estudos no exterior. Voltou com diploma obtido com louvor e hoje rege grandes orquestras, aqui e no exterior.
- Interessante.

2 – O NEGÓCIO

- Mais interessante ainda, para mim, foi analisar esse assunto sob o prisma de minha atividade de consultor.
- Explique-me.
- Pois bem, posso comparar o início da banda com o de um pequeno negócio. O idealizador, com a intuição ou com a pesquisa, vê a possibilidade de abrir um pequeno negócio.
Estabelece-se, procura preencher os cargos do seu organograma rudimentar, que cresce à medida das necessidades, com pessoas que possuam os conhecimentos necessários. Quando não as encontra, contrata outras e as treina e prepara para exercerem as funções que a empresa, na sua trajetória de desenvolvimento, vai necessitando. Com a equipe completa, compete ao dirigente apenas coordenar as ações de cada um para que o negócio funcione harmoniosamente.
Veja a correlação com o trabalho que o maestro da banda desenvolveu.
- Realmente é muito interessante.
- Mas tem ainda mais: em sendo ele um empreendedor bem sucedido, e atingidos os objetivos da empresa que criou, normalmente, ele se lança em novos empreendimentos, alicerçado nos conhecimentos capitalizados na condução do negócio inicial, porquanto adquiriu o conhecimento de que o importante é colocar nos lugares certos as pessoas certas, como na banda de música e na orquestra, para que as coisas funcionem a contento.
- Gostei!

(*) Nelson Weingrill sócio do RCSP Sumaré, entre outros cargos, foi Governador do Distrito 4610, de Rotary Internacional, no Ano Rotário 1996/97, quando presidente do RI o Comp. Luís Vicente Giay.
(Você já leu? Chegou no dia 03/03/02)


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