E S C O L H E R como M O R R E R – Por LUIZ FREITAG - Dr.(*)

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Categoria: Dicas e Fatos

“Não é verdade que a morte é o pior de
todos os males; é um alívio para os mortais
que estão cansados de sofrer”.
Pietro Metastásio, poeta italiano (1698-1782).

Atualmente, de acordo com relatório do Fundo de População das Nações Unidas, uma publicação da ONU (Organização das Nações Unidas), uma de cada nove pessoas tem 60 anos ou mais. O envelhecimento continua aumentando rapidamente, tanto que já há uma estimativa de que até o ano 2050, mesmo sem políticas especializadas para idosos em geral, haverá uma grande desproporção de velhos, mais de 1 bilhão, em comparação com crianças de até 15 anos.

O que não se tem ainda contabilizado é o número de idosos doentes que apresentam patologias irreversíveis, incapazes para manter uma boa qualidade de vida.

Recentemente, o Conselho Federal de Medicina do Brasil, publicou a resolução nº 1995 de 31.agosto.2012, destinada aos pacientes, hoje em dia, CONSIDERADOS CASOS TERMINAIS, facilitando o direito de o PRÓPRIO PACIENTE ESCOLHER COMO DESEJARIA MORRER, na situação de uma DOENÇA CONSIDERADA INCURÁVEL. Por esta resolução, o paciente, maior de idade, e plenamente consciente poderá decidir com seu médico que tipo de tratamento quer receber, se estiver em fase terminal, sem possibilidade de reversão da patologia, ESGOTADOS TODOS OS RECURSOS MÉDICOS DISPONÍVEIS.

A novidade desta decisão é que poderá ser realizado um documento, chamado TESTAMENTO VITAL, com reconhecimento em cartório. ESTE TESTAMENTO, MESMO QUE O PACIENTE NÃO SE ENCONTRE DOENTE, SERVIRÁ COMO PARÂMETRO PARA EXPRESSAR O DESEJO DE O PACIENTE EXPOR SUA VONTADE E DEFINIR A CONDUTA QUE OS MÉDICOS DEVERÃO TOMAR QUANDO ESTIVER DOENTE, COM PATOLOGIA IRREVERSÍVEL. Esta definição só poderá ser tomada quando o paciente for perfeitamente lúcido, atestado por médico habilitado.

A FAMÍLIA NÃO PODERÁ SE MANIFESTAR EM CONTRÁRIO À VONTADE DO PACIENTE. O médico assistente também poderá fazer constar no prontuário do paciente esses desejos, além do documento em cartório.

ESTA SITUAÇÃO SÓ VALERÁ SE O MÉDICO CONSTATAR QUE NÃO HAVERÁ NENHUM TRATAMENTO DISPONÍVEL, NA ÉPOCA EM QUE O PACIENTE TIVER ALGUMA DOENÇA CONSIDERADA GRAVE COM INCAPACIDADE PARA ATOS DA VIDA CIVIL DEFINITIVAMENTE.

Infelizmente, a sociedade em geral não está preparada para lidar com a finitude da vida. Lidar com um doente terminal é a situação mais dolorosa e frustrante da profissão médica. As próprias Escolas de Medicina ainda não estão devidamente preparadas para o ensino da fase terminal da vida. O ensino é mais focado no tratamento curativo e considera a morte de um paciente quase como um fracasso profissional.

Este documento é o primeiro passo para que seja respeitada a vontade do paciente, quando ele poderá enfrentar um final de vida sem sofrimentos, sem ser submetido aos procedimentos invasivos e dolorosos e sem ajuda de aparelhos.

O paciente é soberano nesta sua decisão
de querer se despedir da vida com a

dignidade que ele achar que merece,

acertando a sua hora chegar.

(*) LUIZ FREITAG - Dr. - Médico geriatra, autor do livro “Como transformar a terceira idade na melhor idade” Ed. Alaúde. SP - Membro titular da Academia de Medicina de São Paulo- O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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