DIA INTERNACIONAL DA MULHER E SAÚDE – Por Luiz Freitag – Dr (*)

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Categoria: Dicas e Fatos



No dia 08 de março de 2013 comemora-se mais uma vez, desde 1975, o Dia Internacional da Mulher.  Em 08 de março de 1857, mulheres operárias de uma fábrica de tecidos de Nova York, revoltaram-se reivindicando melhores condições de trabalho para as 10 horas diárias bem como equiparação de salários com os homens. Houve violência e um incêndio na fábrica matando 130 tecelãs.  Em 1910, numa Conferência na Dinamarca, foi escolhido o dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher, mas somente em 1975 a ONU oficializou por decreto essa data anual.

         Passados quase 40 anos da oficialização o que as mulheres obtiveram de melhor? Já em vários cargos de responsabilidade em empresas muitas conseguiram funções semelhantes às dos homens, com salários mais baixos. Com mais responsabilidade, as empresárias, principalmente no exercício da chefia, começaram a apresentar as mesmas doenças masculinas como infartos e doenças cardíacas. Essas doenças atingem mais mulheres na faixa dos 45 anos, coincidindo com a diminuição progressiva das taxas hormonais e a chegada da menopausa.

         Com a divulgação de muitos trabalhos científicos em congressos médicos, mostrando benefícios para as mulheres na menopausa ou com mais de 50 anos, que tomaram hormônios femininos, médicos de todo o mundo a partir da década de 1960, começaram a tratá-las com muitos medicamentos, perdurando essas prescrições até fins do século XX.

         Ao mesmo tempo, iniciaram-se novas pesquisas para avaliação desses tratamentos hormonais, inclusive no Brasil. A maioria desses estudos comprovou que não houve diminuição da frequência de doenças cardíacas nas mulheres que tomaram hormônios e, pelo contrário, até houve incidência maior de acidentes vasculares cerebrais (AVC). A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) publicou um documento como recomendação a todos os médicos, não reconhecendo a terapia de reposição hormonal como preventiva de infartos. Uma revelação muito grave, por parte de médicos de várias Universidades, mostrou que muitos resultados favoráveis haviam sido manipulados por laboratórios inescrupulosos, sonegando resultados negativos.

         A partir daí houve total mudança na orientação médica mundial, apesar de se saber que só a diminuição dos hormônios femininos não foi a única causa de risco para doenças cardíacas. Outros fatores como estresse contínuo, hábito de fumar, hipertensão arterial, sedentarismo, diabetes, bem como altas taxas de colesterol e triglicérides acrescidos à hereditariedade, são as mais prováveis causas dessas patologias. Nas mulheres, atualmente, há uma incidência de 25% de infartos do total de 300.000 dos casos de infartos anuais.

            RECOMENDAÇÕES: NUNCA FUMAR, PERDER O EXCESSO DE PESO, EVITAR ALIMENTOS COM MUITAS GORDURAS (POLI-INSATURADOS), SABER CONVIVER COM ESTRESSE, FAZER CAMINHADAS DE MEIA-HORA DIÁRIA, TRATAR HIPERTENSÃO ARTERIAL, NÃO GUARDAR RANCOR E TER VIDA SEXUAL E SOCIAL PRAZEROSAS.

               FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

 

(*) LUIZ FREITAG - Dr. - Médico geriatra, autor do livro “Como transformar a terceira idade na melhor idade” Ed. Alaúde. SP - Membro titular da Academia de Medicina de São Paulo- O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

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