LIDERANÇA BASEADA NA HARMONIA – Nelson Weingrill

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Categoria: Dicas e Fatos

 

                 

      Segundo Kurt Pahlen, autor da “História Universal da Música” a vida é som.

 

A própria natureza é que nos dá a música; o que dela fazemos varia, conforme o temperamento, a educação, o povo, a raça e a época. A natureza está cheia de sons, de música: há milhões de anos borbulham as águas, ribombam os trovões, sussurram as folhas ao vento.

 

A terra a abrir-se em seus primórdios, as fontes a jorrar, os vulcões e as montanhas a explodir, as águas do dilúvio a subir, tudo deve ter constituído gigantesca sinfonia que ninguém nos descreveu.

 

O homem nasceu num mundo repleto de sons. O trovão, amedrontando-o, tornou-se símbolo dos poderes celestiais. No ulular dos ventos percebia ele a voz dos demônios. Os habitantes do litoral conheciam o mau ou o bom humor dos deuses pelo bramir das águas.

 

Os ecos eram oráculos e as vozes dos animais, revelações.

 

Religião e música mantiveram-se inseparavelmente ligadas nos antigos tempos da humanidade.

 

Grande foi sempre a influência da música sobre a mente humana. O homem primitivo dispõe apenas de poucas palavras. Quase somente o que ele vê é que tem nome. Para exprimir os sentimentos, serve-se de sons e cria a música que o ajuda a exprimir o júbilo, a tristeza, o amor, os instintos belicosos, a crença nos poderes supremos e a vontade de dançar. Para ele a música é parte da vida, desde a canção do berço até a canção da morte, desde a dança ritual até a cura dos doentes pela melodia e pelo ritmo.

 

Os meios materiais da música desenvolveram-se gradativamente, lentamente, durante séculos. A escrita musical atinge o seu aperfeiçoamento.

 

A impressão de notas, inventada por Petrucci em Veneza, por volta de 1500, de tal forma se alastrou que a divulgação de obras de música se tornou fácil e natural como a dos livros.

 

Consolidam-se os dois princípios fundamentais da nossa música: a polifonia com seu estilo contrapontista e a homofonia, melodia de uma voz com acompanhamento harmonioso. Todas as formas de composição se realizam segundo eles.

 

A música vocal conhece a ópera, o oratório, a canção coral e o solo; a música instrumental pratica a fuga, as formas tripartidas que conduzem à sonata e à sinfonia, a reunião de trechos pequenos, à moda de dança, em “suíte” e as formas livres, ao sabor da fantasia e da improvisação.

 

Os instrumentos evoluem para quatro grupos, separados um do outro pela técnica e uso diversos, mas unidos nas orquestras: são os de corda, de sopro, de percussão e de teclas.

 

Cada composição raia o milagre, cada criador é um mundo à parte, quase que incompreensível para os que o rodeiam. Cada um dos grandes músicos diferente no temperamento e no caráter de qualquer outro. Para um o trabalho é diversão, para outro é tortura. Este pensa maduramente em cada nota, muda-a, corrige-a cem vezes; aquele escreve como que adormecido, seguro como num sonho, sem que uma única nota deva ser modificada. Um cria sob a impressão de viagens, de arredores entrevistos, de festas, de aventuras; outro num canto de miserável quartinho de arrabalde que quase nunca abandona.

 

Homens juntam-se para traduzir o trabalho daqueles outros homens.

 

A arte de dirigir a orquestra é determinada em sua essência por este feito fundamental: uma multiplicidade de seres humanos toca um conjunto multiforme de instrumentos musicais; trata-se de por a serviço da música esse complexo aparato artístico; essa é a tarefa do MAESTRO.

 

ESSA A ESSÊNCIA DO LÍDER.

 

Nelson Weingrill

1/10/2012

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