SÓCIO, PROCURA - Anúncio

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Categoria: Dicas e Fatos

 

Alguns modelos (e esclarecimentos abaixo)

Nívio Terra (*)

 

Modelo A

 

SÓCIO – PROCURO – Requisitos básicos

 

Empresário com ideia moderna procura Sócio, com os seguintes requisitos básicos:

- Sem capital financeiro;

- Vontade de trabalhar, no mínimo, 12 horas diárias;

- Não tenha influência familiar;

- Pro labore baixo nos 3 primeiros anos;

- Aceite receber direção do Sócio maior;

- Certidões pessoais e Atestados de Conduta são documentos essenciais.

Apresente Currículo através de carta dirigida ao Portal. Não é garantida resposta pessoal.

 

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Modelo B

 

SÓCIO – PROCURO – Requisitos básicos

 

Empreendedor com idéia inovadora, está à procura de Sócio, também inovador, para

lançamento de produto que se supõe terá grande aceitação pública.

Alguns requisitos preliminares devem ser atendidos, a saber:

- Capital próprio – em princípio, um milhão;

- Participação societária – máximo de 20%

- Pró-labore previsto próximos 2 anos = 1 salário mínimo;

- Prestação de serviços: 12h00 mensal;

- Dividendos – distribuição: a partir de 5 anos;

- Relacionamento entre sócios: apenas profissional;

Apresente Currículo através de mensagem ao Portal. Não é garantida resposta.

 

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Esclarecimentos do Portal do Sócio e da Sociedade:

 

Você, leitor, responderia a uma convocação desse tipo?

 

Claro que os Textos acima que visam a busca de um SÓCIO, são meras obras de FICÇÃO e não atrairiam,

certamente, interesse de  uma outra pessoa que, também, esteja à procura de uma empresa onde juntar o seu capital e trabalho no afã de se apresentar ao mercado para desenvolver a sua capacidade pessoal, as suas idéias e o seu tino de empresário para obter, o que é justo, o consequente LUCRO.

 

A intenção do Portal do Sócio e da Sociedade é demonstrar que a procura de SÓCIO precisa, também, ser acompanhada de atos corretos, elegantes e de recíproca troca de informações pessoais, além das relativas ao negócio existente ou a ser criado.

 

Uma grande maioria de empresas não vai para frente, morrendo na praia, porque a formação dos sócios não atendeu a requisitos mínimos de conhecimentos mútuos.

Exemplo frequente de má constituição se encontra em sociedades formadas entre e com parentes, colegas de colégio, e até de faculdade.

 

Um primo, o cunhado ou o colega de futebol da Academia podem ser ótimos amigos, formidáveis colegas de diversão e até de estudo comunitário, mas, somente esses requisitos não significam que a sociedade para negócios que venha a ser formada entre tais pessoas terá sucesso. Ao contrário, essa junção eventual de interesses, caso não seja perseguido um caminho próprio, bem profissional, não terá sucesso e resultará em sérios prejuízos para os seus componentes.

 

Busca profissional – Em artigo publicado há muitos anos, constante, parcialmente, do livro que está sendo editado na página e-Book, deste Portal, salientamos que

 

 “...  para a celebração da sociedade conjugal, através do ato do casamento, os nubentes (sócios) se preparam, muito frequentemente, para a futura vida em comum, através dos chamados cursinhos para noivos.

Já quando se trata da formação de um associação de negócios (civil ou comercial), raramente seus componentes

procuram informações do que seja uma sociedade no seu conceito sociológico...”

 

Não existindo tal cursinho para sócio, escrevemos no livro Meu Sócio, Meu Amigo, Como Evitar Atritos Societários, objeto da edição paulatina na página e-Book, 58 Temas onde demonstramos atos e omissões que podem deteriorar o relacionamento societário, quando não debatidos pelos consortes.

 

Como muitos outros incômodos ainda existem para esse bom relacionamento na sociedade, vamos relembrar alguns fatos para análise prévia dos interessados na criação de uma empresa, seja ela para fins comerciais ou de serviços:

 

A) – Capital e trabalho. Estes dois itens precisam ser amplamente debatidos, pois são fundamentais para o andamento da empresa. Assim,

 

a 1 – Capital: uma empresa, desde o nascedouro, precisa ter um plano de trabalho e o seu Capital, presente e futuro é algo muito sério. Qual o valor que precisará ser investido? Em bens ou em dinheiro? Será do mesmo percentual daquele referente à participação na Sociedade? O que ocorrerá se houver necessidade de maior investimento financeiro? Isso interferirá no percentual dos lucros futuros, quando forem distribuídos?

 

a 2) – Trabalho. Como será distribuída a força de trabalho? Será que algum dos sócios terá horário especial para o seu desempenho? Ou será que terá alguma preferência de horário? Período integral (qual é)?

Um sócio poderá transferir o seu trabalho para uma terceira pessoa? Nesse caso, quem pagará por tal serviço?

Qual será a posição desse terceiro? Poderá interferir na administração?

 

B) – Administração. Qual o sistema que será utilizado:

 

b.1 – Responsabilidade pelo caixa.  Quem assinará os documentos oficiais, inclusive os relativos a valores financeiros? Assinatura unitária, terá limite?

 

b.2 – Quem assinará os documentos societários? Como será a decisão sobre a contratação de funcionários ou

prestadores de serviços.

 

Então, lançamos apenas alguns itens que merecem ser previamente estudados e resolvidos pelos componentes da futura SOCIEDADE. Oportunamente, voltaremos com outras informações.

 

É nosso desejo: FELICIDADES NA FORMAÇÃO DA SOCIEDADE E BONS LUCROS!

 

(*) Nívio Terra – Advogado de Negócios e Consultor Pessoal.

Contato

Nívio Terra - Advogado de Negócios e Consultor Pessoal
nivio@PortaldoSocioedaSociedade.com.br
nivio@terracpe.com.br

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