ENTRETENIMENTO - CARMEN - BIZET - A Ópera

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Categoria: Dicas e Fatos
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A obra e seu Autor, Georges Bizet.

ÓPERA é forma musical para contar uma história.
Seu conteúdo, neste caso, conta um drama que envolve uma comunidade operária, soldados da cidade e toureiros em torno de uma fábrica de cigarros localizada em Sevilha, uma importante cidade do sul da Espanha.

Amor, ciúme e morte.
A mais popular das obras de Bizet, a ópera “Carmen” inclui todos os ingredientes de sucesso. Contudo, em sua estréia em Paris, em 1875, a ópera obteve apenas aceitação bastante moderada. De uma certa forma, efeitos bem diferentes foram presenciados na noite. A platéia ficou perturbada pelo frio realismo e pelo final trágico, mas por outro lado, ficou fascinada pela imoralidade das histórias, totalmente baseadas na novela de Prosper Merimée como o mesmo título. Em face às reações desanimadoras, Bizet caiu numa depressão profunda e faleceu três meses após a estreia do espetáculo, com a idade de apenas trinta e seis anos.
Consequentemente, ele não teve a oportunidade de desfrutar a marcha triunfal da força do elemento feminino de Camen. Hoje, essa sua última obra está situada entre as mais populares de toda a história da ópera, e as famosas melodias como a “Habanera”, cantada por Camem, ou a “Canção do Toureiro Escamillo” são clássicos extremamente conhecidos.
O compositor, Georges Bizet, utilizou o Libreto elaborado por Henri Meihac/Ludovic Halévy

Personagens:
Carmen          - Cigana
Don José        - Cabo dos Dragões
Micaela           - Jovem camponesa
Escamillo         - Toureiro
Frasquita         - Cigana, amiga de Carmen
Mercedes        - Cigana, amiga de Carmen
Le Remendado - Contrabandista
Le Dancaire      - Contrabandista
Morales            - Oficial
Zuniga             - Capitão dos Dragões
Lillas Pastia        - Hoteleiro
Le Guide          - Guia da montanha
Diversos: Jovens cigarreiras, Dragões, Contrabandistas, Dançarinos e Toureiros.
Lugar: Sevilha; Espanha - Época: Cerca de 1820
Primeira Apresentação: Opera Comique, Paris, 3/Março/1875

HISTÓRIA - Conforme libreto
CARMEN é um exemplo clássico de ópera-comique (francês) e uma das favoritas da cena lírica,em que se mesclam passagens faladas e episódios cantados.
A orquestração é brilhante; em Paris, ela não teve sucesso em sua apresentação.
Bizet morreu 3 meses depois. Alguns salientam que foi por desapontamento, mas ele já estava
muito doente. Paris não aceitou, de pronto, esse trabalho por não ter um final feliz e
diante de Carmen. Mas ela foi aclamada em outras capitais europeias e mais tarde na
própria Paris.

Carmen é uma historia passional, tragicômica, ou melhor, é uma comédia que se transforma em tragédia.
Carmen, uma mundana, conquista o amor de um homem que, depois, abandonado, mostra seu desespero e ciúme vendo Carmen entregar-se a outro.
Os amores luxuriantes são contados numa linguagem musical, linda de se ouvir até mesmo com os olhos fechados, pelo seu calor e intensidade do som límpido, mas trepidante. Parece que Bizet também se sentiu amante de Carmen, tanto assim que faz permanecê-la presente quase que na totalidade do tempo de duração desta peça musical, fazendo-a interpretar as mais lindas canções.

SINOPSE
1º Ato
Uma praça de Sevilha; de um lado, a fabrica de cigarro, em frente, o quartel da guarda. Soldados conversam e pessoas passeiam. Surge Micaela procurando por D. José Morales e soldados, com ares de conquistadores, dizem que ele não chegou e a convidam a entrar no quartel, ela agradece e se retira, fugindo da tentativa de sedução, surgindo Zuniga e Dom José para a mudança da guarda. Morales informa a Don José da vinda de Micaela, Zuniga pergunta pelas cigarreiras, convencidas por sua beleza e pelos seus flertes, mas D. José afirma que não as conhece, que somente pensa em Micaela.
Na saída do serviço das moças são cortejadas pelos homens, estes estranham a ausência de
Carmen.
Eis que surge Carmen lançando olhar de conquista a D. José, enquanto os demais perguntam
a quem ela amara.
Carmen canta, então, a “HABANERA”, o amor é pássaro que ninguém pode aprisionar
(“L AMOUR EST UM OISEAU REBELLE”)
o amor é como um cigano, sem lei e livre.
Ela chega insinuante perto de D. José jogando uma flor que tirou do seu colo.
Sozinho, em seus pensamentos, D. José balbucia palavras,confessando que a flor teve efeito de uma bala em suas mãos, e, se existem feiticeiras, Carmen é uma delas. Nesse momento D. José vê chegar Micaela, que lhe entrega carta de sua mãe, comentando estar ela saudosa e que pensa nele diariamente, mandando-lhe beijo.
Em lírico dueto, os enamorados cantam suas recordações do lar e da infância (“MA MÉRE JE LA VOIS”).
Trocando beijos, D.José manda noticias a sua mãe, e, enquanto lê a carta, D.José promete que irá se casar com Micaela, mas está preocupado com o feitiço de Carmen e sua flor.
Desordem na fabrica. D. José vai investigar a pedido de Zuniga,e vê briga entre Carmen
e Manuelita; D. José trás sua informação de que Manuelita foi ferida, sem acusar Carmen. Zunita pede explicação à insolente e acaba mandando prendê-la e quer que D. José a amarre. Sozinhos, Carmen insinua que D. José irá soltá-la porque a ama, iniciando a “seguidilha”, noticiando que irá à taberna de seu amigo Lillas Pastia para procurar um amante. Mas, como não mais existe, convida D. José que, apaixonado, pergunta se ela o amará verdadeiramente.
Zuniga dá ordens para D. José vigiar Carmen.
Mas ela combina sua fuga, empurrando D. José, encerrando o ato com a prisão deste.

2º Ato
Taberna de Lillas Pastia com Ciganos, contrabandistas, oficiais e soldados. Carmen inicia
uma canção cigana, com frenesi de cor e movimento, juntando-se às amigas Frasquita e Mercedes, em canto e dança.
Zuniga convida Carmen para sair com ele; mas, como ela não aceita, Zuniga diz que ela está preocupada com a prisão de D. José, que já foi libertado, alegrando-a.
De fora, surgem gritos do povo acompanhando Escamillo, um toureiro de fama que entra no bar, sendo recebido com festa; ele canta a “Canção do Toureiro” que descreve a grande arena,e a multidão saudando o herói, com a sua fintas de hábil toureiro.
Escamillo tenta conquistar Carmen, convidando-a a ir à praça de touros.
Começa o canto do quinteto (Fraquista, Mercedes, Dancairo, Remedado e Carmen) dizendo que, em matéria de conspiração, roubo ou trapaça deve haver a cooperação das mulheres, com isso se preparando para o contrabando. Carmen não quer participar, confessando estar apaixonada, agitada, esperando por D. José, mas Dancairo fala que seu soldado poderá mudar de ideia e não vir.
Ouve-se a voz longínqua de D. José e Carmen se rejubila, D. José fala nos dois meses de prisão e assegura seu amor; Carmen zomba dele por demonstrar seu ciúme por ter dançado para seus companheiros e que agora somente dançará para ele iniciando ária rítmica acompanhada de castanholas.
Com D. José tendo de voltar ao quartel, deixa Carmen furiosa, reprovando a si mesma por tentar conquistá-lo, atirando o sabre e o capacete sobre ele, mandando-o embora.
Surpreso, D. José reprova Carmen por sua crueldade, contando que jamais uma mulher exerceu tanta força em seu coração. Carmen, com seu ar zombeteiro, e D. José, com aquela flor atirada por Carmen, iniciam a “Canção da Flor” (LA FLEUR QUE TU M’ AVAIS JETEÉ). Embora murcha, na prisão mostrava a visão da face de sua amada.
Carmen replica  que se ele a ama, deveria acompanhá-la às montanhas. Mas D. José não suporta a infâmia da deserção, deixando Carmen furiosa.
Surge Zuniga afirmando que ela deve trocar um reles soldado por ele que é oficial, mandando que D. José se retire, fazendo gesto de agressão.
Carmen chama Dancairo e Remendado que desarmam e prendem Zuniga. Convencido, D. José se junta aos contrabandistas.

3º Ato
(Som de Harpa) Aparece o acampamento dos contrabandistas, deitados e envolvidos nas suas
capas. D. José está olhando tristemente para o vale e Carmen pergunta o que está vendo.
Responde que lá mora uma boa e valente mulher, lamentando o sarcasmo de Carmen, já que esta falando de sua mãe. Irritada, Carmen manda que ele vá para sua casa, para que não venha se lamentar depois.
Frasquita e Mercedes estão jogando cartas, cantando em dueto, pedindo que as cartas revelem seus amantes. Carmen vem jogar, também, as cartas, sugerindo seu destino: Primeiro sua morte, depois a dele.
Aparece Dancairo informando que os contrabandistas tentarão passar o contrabando e D.
José deverá guardar as mercadorias. Os soldados serão distraídos pelas mulheres. Logo que seus homens saem, aparece Micaela para cumprir tarefa imposta pela mãe de D. José de vir busca-lo. Micaela canta a ária “JES DIS QUE RIEN NE M’EPOUVANTE”, (ASSUSTA, ESPANTA).
Micaela vê D. José atirar-se e se esconde. Surge Escamillo, o toureiro, dizendo alegremente que quase foi morto e que veio ver seu amor. Conta que Carmen tinha um soldado amante mas ela deve ter terminado seu amor, pois não dura mais de seis meses.
D. José, revoltado, chama Escamillo para um duelo a navalha. Ambos cantam, em dueto, “ENFIN MA COLL’RE.
Escamillo vai ser ferido, mas isso é impedido por Carmen e pelos contrabandistas. Escamillo agradece e convida a todos para assistirem a tourada, olhando amorosamente Carmen, para desespero de D. José.
Micaela é descoberta por Remendado e fala a D. José que sua mãe o aguarda. Carmen,
sarcasticamente, quer que ele vá. D. José acaba saindo com Micaela quando ela adianta que sua mãe está morrendo, confirmando a Carmen que voltarão a se encontrar.

4º Ato
Praça na frente da arena de Sevilha, com multidão para lá se dirigindo, com dançarinos, picadores, bandarilheiros, oficiais e soldados.
Escamillo entra com Carmen e é saudado. Em dueto, o toureiro fala que ficará orgulhosa dele; ela canta que nunca amou ninguém como o ama.
Frasquita e Mercedes avisam Carmen que D. José está misturado na multidão e pede cuidado. Ela garante que o aguardará porque não tem medo. Momentos depois, Carmen e D. José estão frente a frente.
D. José diz que não veio para ameaçá-la e, sim, implorar o seu amor, Carmen grita estar tudo acabado. D. José faz veemente apelo, Carmen lamenta-se que sabe que ele a matará se recusar, mas não cederá.
D. José insistindo e Carmen, recusando cantam intenso e dramático dueto. Carmen salienta que nasceu livre e morrerá livre.  D. José pede para não deixá-lo, prometendo voltar a se juntar aos contrabandistas. Na arena, soam as fanfarras e os gritos da multidão saudando o toureiro.
Carmen tenta entrar na arena, enquanto D. José, violento, não quer permitir; ela tira o anel de
compromisso  e o joga longe. D. José corre para ela com um grito terrível, enfiando a faca no coração da cigana, sob os acordes das frases da “Canção do Toureiro”.
Sob o olhar da multidão D. José confessa seu crime, cai no pano.
Fim.
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Elaboração e Sinopse: Nivio Terra.
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